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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A boca do Qi (Qi Kou)


Do ponto de vista do FS, a porta principal ou frontal de uma casa ou de uma loja e a entrada para uma loja de varejo é chamada de "Na Qi Kou" ou "Boca do Qi Recebido", às vezes é referida simplesmente como o "Qi Kuo" ou " Boca do Qi ". 
Na parte "Fundação da  Habitação Yang" do livro "Chong-Hou Lu" (Registro dos Mais Favorecidos), diz-se: "Uma habitação Yang é construída na terra, mas não é apenas a Terra Qi que precisamos considerar, mas também como pegar a Porta Qi. Deixe-a vazia e aberta para que o movimento horizontal seja livre, uma vez que a porta esteja aberta, o Qi entrará pela porta ". “阳宅 地上 气。。 清虚 而入”. 
O "Qi Mouth" é como a respiração que nos mantém vivos, toda a casa depende do Qi que entra e entra de forma desimpedida. O FS da Boca Na Qi mantém a casa feliz e saudável, e a Boca Na Qi de uma empresa mantém sua riqueza fluindo e a vitalidade duradoura. Precisamos prestar atenção especial a todas as Bocas Na Qi de um prédio, toda vez que fazemos o Feng Shui.
Olhe para esta adorável vitrine tradicional de uma loja de sopa de missô na Prefeitura de Hiroshima do Japão (fotos tiradas do Window Research Institute da Tokyo University of Technology). Infelizmente, nós não construímos mais assim.






Howardchoy |  "Record 宠 厚 录》 (Registro dos Mais Favorecidos), Na-Qi Boca, A porta da frente em Feng Shui | https://howardchoy.wordpress.com/


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Marie Kondo e o trabalho invisível das mulheres.



Sua técnica não é voltada apenas para a “mulher” cuidar de tudo. É um chamado da responsabilidade de todos.
Marie Kondo vai muito além da moça insossa e bem organizada que joga na nossa cara a incapacidade de organizar a vida doméstica. Essa imagem, na verdade, era a que eu tinha dela quando apenas o sucesso do seu livro e as infinitas “técnicas de organização” começaram a bombardear minha timeline. “Lá vem essa lógica higienista, quase fascista, de minha casa ter que parecer anúncio de revista o tempo todo”, pensei. 
Comecei a querer ler mais por curiosidade e vontade de falar mal de forma qualificada. Mas a série dela na Netflix pulou na minha frente primeiro e isso provavelmente mudou bastante a pré-imagem que eu havia concebido.
Marie Kondo Tyding Up está longe de ser a primeiríssima do gênero, principalmente na TV aqui do Brasil. Posso citar “Santa Ajuda”, do canal GNT, com suas estantes, caixinhas e organizadores, mais voltadas para um cômodo específico da casa; e quadros no programa Bem-Estar e É de Casa (ainda existe?) da TV Globo que também abordam o tema de forma mais fragmentada. Ela, portanto, está longe de ter a alcunha de “inauguradora” da narrativa. 
Quem tem casa, é mulher, não mora sozinha e não tem empregada já se viu às voltas com a capacidade de as coisas saírem do lugar, não voltarem e, pior, ter seu nome escrito e sussurrado o tempo inteiro como responsável por aquilo — fenômeno que o quadrinho francês chama de “carga mental”. E de como somos condicionadas a não ter capacidade de concentração nas “nossas próprias atividades”, como estudar ou apenas curtir o ócio, quando as coisas da casa estão por fazer. Um peso que dificilmente chega nos homens, por mais noção que eles tenham da “bagunça”, é como se eles não se sentissem responsáveis por ela. 
Os afazeres coletivos da casa tem endereço certo na subjetividade, por maior que seja o esforço concreto da divisão de tarefas.
Ao assistir Marie Kondo, eu me surpreendi com dois fenômenos que tangenciam a série no estilo “atirei no que vi, acertei no que não vi”: a exposição do trabalho invisível das mulheres (a Vice até fez uma reportagem) e a nossa relação com a casa e o consumo. 
Sobre o trabalho invisível das mulheres, presente em diversos episódios, há trechos hilários (que despertam a ira) de como os homens são incapazes e acomodados. Mais do que isso, ao convidar todo mundo da família para participar da “arrumação” e fazer disso um momento de “alegria” e não de gritaria, Marie envolve a todos na responsabilidade. 
Convite a todos 
Diferente dos outros programas do gênero, a técnica não é voltada apenas para a “mulher” cuidar de tudo. Ou de um cômodo específico. Marie Kondo afirma que todos da casa devem ser capazes e responsáveis pelas suas próprias coisas. De como envolver as crianças, mesmo ainda pequenas, nas atividades diárias para garantir uma existência em coletivo minimamente digna. 
Ao contrário do que pensei, não é uma ode à casa limpa e perfumada e arrumada o tempo inteiro que apenas a mulher precisa manter, ou seja, o reforço de mais um fardo que a dona de casa carrega ao longo dos séculos. 
É um chamado da responsabilidade de todos. E para isso, ela lança mão de alguns recursos que não são apenas técnicas de gavetinhas e armários, como a espiritualidade.
Espiritualidade
Quando ela se ajoelha para “se introduzir ao lar” e convida aos habitantes a agradecerem pela casa que os acolhe, não por acaso, a maior parte dos convidados se emociona. Eu me emocionei a primeira vez. Eu nunca tinha parado para pensar daquela forma. Reverenciar o espaço que te habita, independente da sua fé, pensar em cada cômodo, te faz reviver várias coisas que já passou naquele espaço e começa, de fato, a preparar o terreno para a valorização das coisas que realmente importam. É muito bonito. 
Montanha de vergonha
Deve ser a técnica mais conhecida. Marie pede que a pessoa pegue TODA a roupa existente pela casa e coloque uma sobre as outras. Ao ver a reação das pessoas diante da quantidade de roupas, todas se questionam sobre as próprias formas de consumo. E a partir daí vem o famoso “spark joy”, o único critério para decidir se você fica ou não com uma roupa. 
Spark joy
Não é o preço, não é o style, não é o minimalismo, não é o fashionismo, não é o confort-wear, não é o que “serve” ou o que fica bom no espelho, é o que te faz bem. O que te “traz alegria”. O que você se sente bem usando. Você pega todos os manuais de blogueira fashion e guarda-roupa cápsula e joga fora. Fique apenas com o que você gosta e te traz auto estima. E de quebra ainda tenha mais consciência sobre a forma como você consome roupa. Mais anti-regra do que essa para montar seu armário está para nascer. 
Para mim, a técnica da dobra, da gaveta, do organizador é a menor das questões ou, para algumas pessoas, pode ser consequência dessa nova relação com as coisas. Você adota se quiser. Eu não acho sentido em algumas coisas, tenho muitas roupas brancas, por exemplo. Tudo dobradinho em quadradinho, eu não sei qual o modelo, tenho que abrir tudo e fica inviável. Mas funciona para roupa de cama.
Ninguém é obrigado a nada
Marie não uma ditadora de regras. Ela apresenta novas formas de você ver, avaliar e se relacionar com as coisas. A partir daí, você adota o que faz sentido ou não para sua personalidade. E joga ou não fora, ou dá outro destino, como o caso da mulher que perdeu o marido para o câncer e, depois de muitos meses sem conseguir se desapegar das roupas dele, doou tudo para um bazar voltado para pacientes com a doença.
Com livros, por exemplo, ela fala pra você empilhar, “acordar” os livros dando batidinhas na capa e fazer a seleção. Eu só compro livros que gosto, vou ler (nem que seja “um dia”) e são o retrato da minha formação. Eu não me desapego deles, mas já me propus a tirar um tempo para dar uma “lógica” minha para eles na estante. Para quem quer mais espaço, pode se desfazer e doar para uma biblioteca e não, necessariamente, jogar no lixo. 
Tudo depende, de novo, da relação que você tem com a casa e com as coisas — como quando a moça queria “jogar fora” uma caneca que o marido tinha ganhado da madrinha. Quando Marie percebeu que tinha um significado para ele, conversou com a moça e combinaram da tal caneca ser parte da decoração da cozinha — e a esposa até se emocionou, porque não fazia ideia. Ou seja, não se trata de um furacão de jogar coisas fora, mas de sempre revisitar os objetos que compõe a vida familiar e coletiva, se tem ou não sentido concreto e subjetivo. 
Marie Kondo continua insossa e a série parada, mas me trouxe tanto aprendizado que, como boa ariana com ascendente em Áries, não vai fazer da minha casa o primor da organização, mas definitivamente mudou a forma como eu lido com as minhas coisas e a reverência ao que busco construir diariamente como lar.


Ana Clara Ferrari 
https://operamundi.uol.com.br/opiniao/54609/marie-kondo-e-o-trabalho-invisivel-das-mulheres

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

sábado, 24 de novembro de 2018

Limpeza de fim de ano II - a sua limpeza interna.


Que tal fazer um balanço de fim de ano, que dê a você a chance de fazer uma faxina interna? Faça uma retrospecção e acesse seus sentimentos.

  • Veja se você guardou alguma mágoa. Se isso aconteceu, estude a possibilidade de passar a limpo isso com quem te magoou. Se não, tente fazer um pensamento ou prece de perdão para essa pessoa. Esse perdão é em seu beneficio.
  • A mesma coisa com a raiva. Passar a limpo ou, uma ideia, é pegar algo parecido com um taco de madeira, algumas almofadas e bater nas almofadas com o taco até passar a raiva.
  • Com a tristeza é um pouco mais difícil: se a pessoa ainda existe, você pode passar a limpo. Se não, procure se lembrar das coisas boas que a pessoa te deixou, do carinho, do amor. Mande esse amor para a pessoa, onde quer que ela esteja.
  • Depois de tudo, um banho com sal grosso, do pescoço para baixo, seguido de um perfume do seu gosto.

Relaxe e respire, num local que você goste e encha seu ser de coisas e ideias boas. Assim o seu Natal vai ser mais livre, leve e solto. Se você estiver bem, tudo em sua vida vai melhorar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Limpeza de fim de ano I ... o que nos traz o sol de quase dezembro.


Quando vai chegando o fim de ano, vai batendo um cansaço incomum, causado por tudo o que se viveu durante o ano. Emoções boas ou ruins cansam e causam uma vontade de começar de novo. E como fazer isso? A melhor forma que conheço é fazer a famosa limpeza de fim de ano, nas  coisas, nas energias, no visual.

Para encontrarmos o nosso equilíbrio através da harmonia do ambiente, alguns princípios básicos do Feng Shui devem ser observados nessa faxina:Toda mudança externa que estamos executando no ambiente, proporciona uma mudança interna nas pessoas. É preciso que tenhamos consciência de nossos desejos e necessidades, buscando o melhor para nós e para os outros.


  • Retire de seus armários tudo que faz tempo que você não usa (roupas de festa são exceção).
  • Não de deve manter lixo, relógios parados, objetos danificados ou em desuso acumulados nos ambientes. Ou você doa ou manda consertar.
  • Lave tapetes e cortinas. Se seus estofados estiverem sujos, mande lavar também.
  • Especial atenção deve ser dada à limpeza dos cantos internos e das partes de baixo dos móveis e tapetes.
  • É necessário que se mantenha apenas aquilo que está sendo útil ou agradável.
  • Os semelhantes se atraem, portanto o que somos é o que vamos atrair.
  • Os ambientes devem ser organizados de forma a refletir o que desejamos em nossas vidas. Ambientes alegres, saudáveis e de bom gosto atrairão alegria, saúde e prosperidade.
  • O bom estado do ambiente é tão importante quanto nossa própria higiene e saúde.
  • É muito importante ter metas sempre bem definidas e, para atingi-las, ajuda muito colocar no ambiente objetos que representem seu desejo.
  • O espaço externo reflete o interno - um ambiente harmonioso e agradável valoriza nossas vidas.
Quanto a você mesmo, olhe no espelho e veja se quer mudar alguma coisa. Pode ser o corte do cabelo, ou a cor, ou o batom...Mexa-se, sempre é tempo de ficar melhor!



sábado, 13 de outubro de 2018

As cores no Feng Shui.


Existem 3 partes em FS para  seleção de cores e elas são baseadas na relação entre Céu, Terra e Qi Humano, e desde que o Qi Humano conecta o Qi do Céu acima e o Qi da Terra abaixo, na seleção de um esquema de cores devemos sempre começar com o Qi Humano:

Qi Humano:
Comece perguntando a si mesmo ou a seu cliente que tipo de cor é mais favorável, de que cor uma pessoa gosta também, é a cor que ela precisa e tem uma ressonância com a pessoa. Use essa preferência pessoal como um ponto de referência para começar a olhar para as cores.

Qi da Terra:

Então olhe para o Qi da Terra, as coisas visíveis e físicas em uma sala, sua cor e mobiliário existentes, a função da sala, a orientação e o nível de iluminação da sala, etc. Neste nível você pode discutir o que está lá com seu cliente ou seu parceiro e os ocupantes, é um nível tangível com o qual podemos trabalhar sem muita ambiguidade.

Qi do Céu:

Somente quando você tem uma boa compreensão do Qi Humano e do Qi da Terra, você começa a olhar para a bússola do Feng Shui e os remédios  necessários. Se a cor é a escolha, a cor usada deve ser uma cor de destaque que se destaque em uma determinada direção, mas não ocupe toda a sala.

O relacionamento de San Cai também recomenda que a cor do teto representando o Céu seja mais clara e menos saturada e que a cor do piso que representa a Terra seja mais escura e mais saturada, enquanto a cor da parede representando o Humano deve estar entre os dois.

Além disso, uma vez que tudo tem Yin e Yang, seu esquema de cores deve incluir um tema ou uma cor principal que seja mais dominante com cores secundárias complementares  que tenham  uma relação harmoniosa com a cor principal. A gradação em tom e matiz deve ser suave, com a cor do destaque FS se destacando, mas misturada ao mesmo tempo.




Vamos dar um exemplo de um esquema de cores para um quarto virado a norte, e o casal tem alguns móveis de madeira já bastante escuros e eles gostam de verde e "cores naturais" e o chão tem uma cor de tapete que não eles não gostam.

Desde que eles não gostam do tapete, talvez você possa sugerir que eles tirar o tapete e expor o piso de madeira abaixo como ponto de partida. Se eles acham que um piso de madeira cheio é muito frio para o quarto, você sempre pode sugerir um tapete para diminuir sua preocupação.

Agora o teto pode ser branco e o piso é de madeira natural, o quarto não é claro e o mobiliário é bastante escuro também, o Qi-sábio da Terra, o tom verde que eles gostam deve ser algo leve e capaz de refletir a luz ao mesmo tempo, deve ser um verde relaxante com uma força que fica entre o chão e o teto. Neste ponto, você pode tirar a cartela de cores e tentar chegar a uma decisão com o casal, um verde particular que pode ser o principal ou a cor para o quarto.

A sala é bastante escura, então deve-se prestar atenção em como iluminá-la, uma maneira de fazê-lo é na janela, pintando-a de branco e com cortinas brancas de voil translúcidas, elas podem deixar a sala mais iluminada.

Quando a maioria das decisões é tomada, você pode trazer os cálculos da Bússola e eles podem vir de uma escola diferente, pode ser Oito-Mansão ou Estrela-Voadora ou qualquer outra coisa, mas a cor usada deve ser um toque, se destaca um pouco, mas não pode ser avassalador.

Por exemplo, se um remédio contra o Fogo   for necessário, ele pode ser uma pintura vermelha acima da cama ou um triângulo vermelho fixado na sombra clara ao lado da cama ou em ambos.


Howard Choy | 13 de agosto de 2018 às 21:06 | URL: https://wp.me/pib6n-H

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Onde colocar plantas no Feng Shui?


Uma pergunta que muitas vezes é feita é onde colocamos as plantas para um bom Feng Shui? De acordo com a teoria das estrelas voadoras, é bom colocar  bambu de água ou flores frescas na Estrela  4.

A Estrela 4 é dita como  ser elemento de madeira, quando colocamos uma planta viva aumenta o Qi do elemento madeira. Onde encontramos a Estrela 4? Durante 2018, a Estrela 4 está no sul de sua casa ou escritório. Isso significa que é ideal colocar um pouco de bambu de água ou flores frescas, em um vaso de água doce e limpa, no sul.

A água limpa é importante no Feng Shui.

E quanto a plantas em vasos com terra? Vamos começar a responder a essa pergunta falando sobre onde não colocá-los. À noite, as plantas em vasos querem oxigênio. Evite colocar plantas no seu quarto porque ela estarão competindo com você pelo oxigênio enquanto você dorme.

Os banheiros são bons lugares para plantas de vaso. No banheiro há muita água corrente. Na teoria dos 5 elementos, a água gera madeira e a terra controla a água. As plantas são elementos de madeira e o solo pertence ao elemento terra, de acordo com as filosofias do Feng Shui das cinco fases, também conhecidas como os cinco elementos do Qi. Colocar plantas em vasos nos banheiros equilibra a presença de água. A madeira absorve água e a terra guia a água como as margens de um rio.


Outra questão popular é que existem algumas plantas que são melhores para fins de Feng Shui do que outras?

Algumas pessoas do Feng Shui dizem que plantas com folhas largas são melhores que plantas com folhas pontiagudas. Eu não acho que isso deveria ser levado  literalmente. Enquanto os fãs de Feng Shui não gostam de ver bordas afiadas apontando para nós, as folhas de uma planta não são duras e pontiagudas o suficiente para direcionar energia de ataque.

A famosa planta de dinheiro tem a reputação de ser uma boa ajudante para o  Feng Shui.. Isto porque quando as folhas secam e são de uma cor prateada que se parece com pedaços de prata. Plantas de dinheiro gostam da luz do sol, por isso é bom colocá-las em algum lugar onde possam pegar os raios brilhantes.

A beleza é o princípio mais importante do  Feng Shui, então coloque as plantas em algum lugar onde elas prosperem.

Ting Foon Chik    https://www.fengshuisociety.org.uk/2018/09/16/where-to-place-feng-shui-plants/ e 



Observação minha: eu tenho obtido bons resultados colocando plantas com folhas pontiagudas repelindo más energias e plantas de folhas arredondadas espalhando boas energias.