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sexta-feira, 7 de maio de 2010

A casa na poesia de Fernando Pessoa.

A importância da casa é demonstrada na obra do grande poeta português Fernando Pessoa. Em vários poemas da sua vasta obra, encontram-se referências e memórias cheias de significados das casas onde viveu.



No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos.
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E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim - mesmo como um fósforo frio...
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Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na louça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, no tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
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Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.