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terça-feira, 4 de maio de 2010

As sutilezas do Feng Shui.

Em 2003, por indicação de uma amiga, procurei o trabalho de uma consultora de Feng Shui. Havia me mudado há dois anos para a casa que construímos e que simbolizava a realização dos sonhos da nossa família. Este sonho, naturalmente, teve um custo financeiro alto. Por isto, passados dois anos da ocupação da nova casa, os gastos continuavam, pois queríamos mobiliá-la e decorá-la adequadamente, com móveis novos, executados a partir de projeto criados pelo nosso arquiteto. Dessa forma, priorizamos para mobilizar e decorar os ambientes de convívio social (salas) e os que favoreciam a organização e funcionalidade da casa: lavanderia, cozinha, gabinete e, por último, o dormitório do casal e closet. Estes espaços já estavam prontos, lindos, aconchegantes. Refletiam o espírito da nova casa. Entretanto, o quarto da minha filha, na época com 13 anos, ainda não tinha sido feito. Continuava praticamente vazio. Minha filha preferiu esperar mais, para que seu quarto ficasse do jeito que queria. Era uma peça grande e os poucos móveis que trouxemos do antigo apartamento ficavam perdidos no ambiente.

Na casa nova, minha filha começou a mudar seu comportamento. Tornou-se quieta e reclusa. Isolou-se, parecia não pertencer à família, recusava-se a conviver e participar esquivava-se do convívio das pessoas, era hostil com familiares, e especialmente com nossos convidados e amigos. Agia como se não pertencesse àquele mundo.

Relatei à consultora de Feng Shui as nossas dificuldades, metas financeiras, projetos, etc., mas não mencionei o problema da minha filha porque embora a sua mudança comportamental me incomodasse e preocupasse, no fundo queria acreditar que era coisa da adolescência.

A consultora olhou toda a casa atentamente, fez suas observações e ao entrar no quarto da minha filha disse: parece que esta parte da casa não pertence à casa, é outro mundo. E então me perguntou sobre a pessoa que ocupava aquele dormitório. Bem, na mesma hora ela me deu a recomendação: arrumar o dormitório da minha filha, para integrar este espaço à casa, mesmo que de forma provisória.

Segui sua orientação e imediatamente pus às mãos na massa: dei uma nova cara aos móveis velhos, improvisei cortinas, pendurei quadros, coloquei objetos que tinham significado na história da minha filha. O quarto da minha filha sofreu uma transformação. Aquele lugar frio, triste e vazio, mesmo que de forma improvisada, passou a ser lindo e acolhedor.

A mudança no comportamento da minha filha foi imediata. Voltou a ser alegre e integrou-se novamente à família. Suas atitudes frias e esquisitas de garota que já estava sendo rotulada de “problemática” sumiram como num passo de mágica.Independente do trabalho profissional e das demais recomendações e intervenções indicadas posteriormente pela consultora (e que, trouxeram resultados muito positivos), esta percepção foi o maior benefício que recebi do Feng Shui. Tive de volta minha filha e a harmonia da nossa família. Provavelmente nem eu nem ninguém da minha família chegaria a esta relação e talvez nunca tivéssemos esta sutil percepção.

Isabel Molon, empresária - Caxias do Sul – RS.